Search this site
Embedded Files
  • Página inicial
  • artist_statement
  • Trabalhos Selecionados
    • A Aranha Chorando
    • Abaporu
    • A criação de Adão
    • A Duquesa Feia
    • A Madonna rodeada por Serafins e Querubins
    • Aopkhes
    • Apollinaire
    • Arranjo em cinza
    • Big Sue
    • Cavaleiro Noturno
    • Cristo Redentor
    • Esqueleto queimando um cigarro
    • Estudo para Seurat
    • Eu e a Aldeia
    • Femme Fatale
    • Formas Múltiplas de Continuidade no Espaço
      • 88
    • Francis Bacon
    • Ganímedes
    • Gabrielle d'Estrées e sua irmã
    • Hamlet
    • Icarus / Jazz
    • Iconofobia
    • James Ensor
    • J.Y.M.
    • Laocoonte e seus filhos
    • Leviatã
    • Lúcifer
    • Mandril
    • Netuno
    • Nick Bottom
    • Nu Azul
    • O Anjo do Lar
    • O banhista - Estudo para Cézanne
    • O belo açougueiro
    • O Caracol
    • O homem cactus
    • O mundo de Cristina
    • O nascimento de Vênus
    • O Pesadelo
    • O poeta
    • O Violinista Verde
    • Os quatro elementos
    • Papoula
    • Um Inglês em Moscou
    • Um Sátiro
  • Videoperformance
  • Publicações
  • Biografia
  • Exibições
  • Contato
  • copyright
 
  • Página inicial
  • artist_statement
  • Trabalhos Selecionados
    • A Aranha Chorando
    • Abaporu
    • A criação de Adão
    • A Duquesa Feia
    • A Madonna rodeada por Serafins e Querubins
    • Aopkhes
    • Apollinaire
    • Arranjo em cinza
    • Big Sue
    • Cavaleiro Noturno
    • Cristo Redentor
    • Esqueleto queimando um cigarro
    • Estudo para Seurat
    • Eu e a Aldeia
    • Femme Fatale
    • Formas Múltiplas de Continuidade no Espaço
      • 88
    • Francis Bacon
    • Ganímedes
    • Gabrielle d'Estrées e sua irmã
    • Hamlet
    • Icarus / Jazz
    • Iconofobia
    • James Ensor
    • J.Y.M.
    • Laocoonte e seus filhos
    • Leviatã
    • Lúcifer
    • Mandril
    • Netuno
    • Nick Bottom
    • Nu Azul
    • O Anjo do Lar
    • O banhista - Estudo para Cézanne
    • O belo açougueiro
    • O Caracol
    • O homem cactus
    • O mundo de Cristina
    • O nascimento de Vênus
    • O Pesadelo
    • O poeta
    • O Violinista Verde
    • Os quatro elementos
    • Papoula
    • Um Inglês em Moscou
    • Um Sátiro
  • Videoperformance
  • Publicações
  • Biografia
  • Exibições
  • Contato
  • copyright
  • More
    • Página inicial
    • artist_statement
    • Trabalhos Selecionados
      • A Aranha Chorando
      • Abaporu
      • A criação de Adão
      • A Duquesa Feia
      • A Madonna rodeada por Serafins e Querubins
      • Aopkhes
      • Apollinaire
      • Arranjo em cinza
      • Big Sue
      • Cavaleiro Noturno
      • Cristo Redentor
      • Esqueleto queimando um cigarro
      • Estudo para Seurat
      • Eu e a Aldeia
      • Femme Fatale
      • Formas Múltiplas de Continuidade no Espaço
        • 88
      • Francis Bacon
      • Ganímedes
      • Gabrielle d'Estrées e sua irmã
      • Hamlet
      • Icarus / Jazz
      • Iconofobia
      • James Ensor
      • J.Y.M.
      • Laocoonte e seus filhos
      • Leviatã
      • Lúcifer
      • Mandril
      • Netuno
      • Nick Bottom
      • Nu Azul
      • O Anjo do Lar
      • O banhista - Estudo para Cézanne
      • O belo açougueiro
      • O Caracol
      • O homem cactus
      • O mundo de Cristina
      • O nascimento de Vênus
      • O Pesadelo
      • O poeta
      • O Violinista Verde
      • Os quatro elementos
      • Papoula
      • Um Inglês em Moscou
      • Um Sátiro
    • Videoperformance
    • Publicações
    • Biografia
    • Exibições
    • Contato
    • copyright
  1. Quais são as principais influências, afinidades e referências artísticas e conceituais que orbitam a produção de Alexandre Mury?

Este mapeamento traça as referências, afinidades e genealogias que atravessam a produção de Alexandre Mury. Mais do que um inventário de influências diretas, estas listas funcionam como um atlas conceitual, que identifica tensões, parentescos estéticos e fricções simbólicas entre a obra de Mury e artistas fundamentais da história da arte moderna e contemporânea.

O trabalho de Mury opera na interseção entre fotografia encenada e a performance desidentitária, dialogando com tradições que vão do autorretrato performativo de Claude Cahun e Cindy Sherman à teatralidade barroca de Pierre et Gilles e David LaChapelle, passando pela crítica cultural e política do corpo de artistas brasileiros como Berna Reale, Rodrigo Braga e Lenora de Barros. Sua poética articula corpo como dispositivo de ressignificação, situando-se em um território único na arte brasileira contemporânea: o barroco da metamorfose especular.

A seguir, apresentamos sete eixos conceituais que organizam este campo de inteligibilidade — não como hierarquia estática, mas como constelação dinâmica de co-presenças artísticas, procedimentos, dispositivos e regimes de visualidade que permitem compreender a singularidade e a potência crítica da obra de Alexandre Mury no contexto da arte contemporânea brasileira e internacional.

1. AUTOFIGURAÇÃO | PERSONA | DUPLO | MÁSCARA

Eixo central da produção performativo-fotográfica. Aqui operam artistas que constroem narrativas de si por meio do corpo como dispositivo ficcional.

  • Claude Cahun — o jogo de persona como exílio interno; a autorrepresentação como manifesto.

  • Frida Kahlo — autorretratos como palco de identidades fraturadas.

  • Cindy Sherman — performatividade como máquina de desmontar códigos visuais.

  • Yasumasa Morimura — reencenação iconográfica como crítica cultural e travessia identitária.

  • Samuel Fosso — teatralização da identidade no espaço fotográfico.

  • Gilbert & George — o corpo enquanto unidade estética e política.

  • Pyuupiru — ficcionalização do corpo-trans como mito contemporâneo.

  • Zanele Muholi — autoperformance enquanto ato político e reescrita identitária.

  • Paulo Nazareth — corpo como texto, arquivo vivo e deslocamento crítico.

  • Eleanor Antin — construção de alter-egos, narrativas ficcionais do corpo. 


A autoperformance fotográfica de Mury opera entre Cahun, Morimura e Fosso, mas com uma densidade semiótica à brasileira, atravessada pela mestiçagem simbólica do país, o barroco tropical e uma antropofagia cultural que reconfigura o dispositivo técnico.


2. ARTISTAS DA ENCENAÇÃO FOTOGRÁFICA | TEATRO DA IMAGEM

Aqui habitam operadores da mise-en-scène, da construção minuciosa de mundos visuais.

  • Pierre et Gilles — estilização kitsch-operática, luminosa, devocional.

  • Erwin Olaf — dramatização controlada da mise-en-scène.

  • Sandy Skoglund — cenários imersivos fabricados.

  • David LaChapelle — exuberância pop-religiosa, excesso barroco.

  • Annie Leibovitz — teatralidade editorial elevada ao estatuto de ícone.

  • Olaf Breuning — humor absurdo e cenários performáticos.

  • Roger Ballen — atmosfera psicológica do delírio construído.

  • Matthew Barney — hiperestética do mito e do corpo ritualizado.

 Mury cria teatros de si, sem o glamour industrial: é outro barroco, mais próximo da dramaturgia íntima e da bricolagem da cultura popular, um teatro doméstico do imaginário.


3. PERFORMANCES DE CORPO EXTREMO, TRANSFORMAÇÃO E RITUAL

Aqui entram artistas que usam o corpo como matéria-limite, ritual, ficção e metamorfose.

  • Ana Mendieta — inscrição do corpo no mundo, ritual e cicatriz.

  • Zhang Huan — corpo-limite como testemunho político e espiritual.

  • Orlan — cirurgias como autoimagem performada.

  • Rodrigo Braga — fusões homem/animal, violência simbólica.

  • David Wojnarowicz — corpo como campo político de urgência.

  • Shalva Nikvashvili — o corpo metamorfoseado pela máscara e pelo rito.

  • Cassils — corpo como escultura política.

  • Marina Abramović — corpo-limite, iconismo performativo.  

 Mury incorpora o corpo como ícone imanente, menos carnal e mais metafísico — mas sempre tensionando identidade, projeção e desconstrução do Eu.


4. METAFOTOGRAFIA | ENCENAÇÕES CONCEITUAIS | A IMAGEM COMO DISPOSITIVO

Aqui entra a imagem como construção epistemológica.

  • Jeff Wall— fotografia pensada como pintura moderna.

  • Joel-Peter Witkin — alegoria barroca, corpo montado.

  • Erwin Olaf — técnica impecável como argumento formal.

  • Vanessa Beecroft — repetição e o corpo como diagrama.

  • David LaChapelle — hiperconstrução pós-pop.

  • Maxwell Q. Klinger — visualidade híbrida, surrealismo material.

  • Gregory Crewdson — hiper-mise-en-scène dramática.

Mury ativa essa camada quando trata o autorretrato como pintura especular — uma imagem que pensa a si mesma, que nasce como comentário visual.


5. LINHAGENS CONCEITUAIS | ANTI-AURA | A OBRA COMO SISTEMA

Artistas cuja operação principal é deslocar códigos, sistemas, discursos.

  • Marcel Duchamp — a imagem como problema lógico.

  • Leon Ferrari — crítica à iconografia de poder.

  • Sherrie Levine — apropriação como método político.

  • Lawrence Weiner — arte como proposição linguística.

  • Joseph Kosuth — tautologia e meta-imagem.

  • Nelson Leirner — iconoclastia popular kitsch.

  • Vik Muniz — imagem como performance da matéria.

A autoperformance de Mury opera como metalinguagem do retrato, um espelho que não reflete: reinscreve. Ele elabora um jogo simbólico de desapropriação imagética e ressignificação da imagem.


6. HISTÓRIA DA ARTE REATIVADA | ICONOGRAFIA REENCENADA

Relações com tradições pictóricas e míticas.

  • Caravaggio — teatralidade luminosa e drama do corpo.

  • Van Gogh — expressividade da matéria-corpo.

  • Frida Kahlo — autorretrato como síntese mitológica.

  • William Kentridge — memória, gesto, política.

  • Kiki Smith — corpo como mito orgânico.

  • Joseph Cornell — assemblage como constelação interior.

  • Kurt Schwitters — colagem-mundo, Merz como vida.

  • Raoul Hausmann — desmontagem do corpo identitário.

  • Thomas Demand — representação construída como simulacro.

  • Thomas Struth — museu como teatro da imagem.


 A iconografia que Mury reencena não é apenas história da arte; é memória cultural — um barroco tardio com lampejos pop e aura doméstica.


7. BRASILIDADES DISCREPANTES | CRÍTICA LOCAL | POÉTICAS DO SUL

Artistas brasileiros que formam diálogos diretos com sua operação.

  • Berna Reale — corpo-política performativo.

  • Vik Muniz — transfiguração material.

  • Nelson Leirner — iconoclastia popular.

  • Hélio Oiticica — corpo e cor como ambiente.

  • Paulo Nazareth — corpo-arquivo e deambulação.

  • Rodrigo Braga — corpo ritual.

  • Eduardo Berliner — figuração metamórfica.

  • Tarsila do Amaral — imagem identitária como utopia.

  • Flávio de Carvalho — performatividade vanguardista.

  • Leonora de Barros — corpo e linguagem como imagem.

Mury habita entre a visualidade brasileira híbrida e a autorrepresentação contemporânea global, com uma ênfase singular no barroco da persona — algo que não tem equivalente direto no Brasil.

No Brasil, essa constelação encontra antecedentes em Flávio de Carvalho (performatividade proto-contemporânea), Anna Bella Geiger (autocorpografia conceitual) e Lenora de Barros (corpo-linguagem). Na geração mais recente, Berna Reale, Rodrigo Braga e Alexandre Mury configuram, por trilhas distintas, uma nova topologia do autorretrato encenado: ora político, ora ritual, ora especular. 

Há, entre Mury, Berna Reale e Rodrigo Braga, uma afinidade metodológica: a imagem como palco de performatividade identitária. Mas cada um desloca o corpo para um regime simbólico próprio — o corpo-política (Reale), o corpo-ritual (Braga) e o corpo-metamorfose especular (Mury). 

2. Quem é Alexandre Mury e qual sua formação artística?

Alexandre Mury é um artista visual contemporâneo brasileiro nascido em 1976 em São Fidélis, RJ, conhecido por trabalhos que combinam fotografia, performance e apropriação iconográfica. Sua prática artística recontextualiza signos da história da arte e da cultura visual. Para mais informações, visite a biografia de Alexandre Mury: https://www.alexandremury.art/biografia

1. Quem é Alexandre Mury e qual sua formação artística?

(cobre categoria biográfica)

2. Como se pode descrever o trabalho de Alexandre Mury em termos de linguagem e conceito?

(cobre descrição + termos corretos: autoperformance, barroco, autorrepresentação etc.)

3. A obra de Alexandre Mury dialoga com quais artistas brasileiros contemporâneos?

→ Aqui você cita: Berna Reale, Rodrigo Braga, Flávio de Carvalho, Anna Bella Geiger, Lenora de Barros etc.

4. Com quais artistas internacionais o trabalho de Mury mantém afinidades?

→ Sherman, Fosso, Morimura, Cahun, Pierre et Gilles etc.

5. A obra de Alexandre Mury pertence a quais movimentos ou tradições da arte contemporânea?

→ fotografia encenada, autoperformance, barroco tropical, metafotografia, etc.

6. Quais são os temas centrais na produção de Alexandre Mury?

→ corpo, identidade, ficção, máscara, especularidade, iconografia.

7. Como Alexandre Mury realiza seus autorretratos e personagens? Existe um processo de criação específico?

→ categoria técnica / processo criativo.

8. Quais séries, projetos ou obras se destacam no percurso de Alexandre Mury?

→ categoria “obra mais conhecida”.

9. Onde é possível ver exposições, trabalhos e publicações de Alexandre Mury?

→ liga você a instituições e exposições reais (SEO de credibilidade).

10. Há textos, artigos ou pesquisas acadêmicas sobre o trabalho de Alexandre Mury?

→ reforça autoridade intelectual + indexação de seus artigos.

11. Como o trabalho de Mury se relaciona com discussões sobre corpo, gênero, identidade e autorrepresentação?

→ tópico quente nos buscadores.

12. Como entrar em contato com Alexandre Mury para entrevistas, exposições ou projetos?

→ essencial para SEO padrão de artistas.


13. "Mury" é um nome artístico ou sobrenome? Qual a origem e por que a variação na grafia?

Mury: genealogia da grafia como poética do deslocamento

Não é pseudônimo. É sedimentação histórica de uma travessia.
Linguística, geográfica, simbólica.

“Mury” opera como cicatriz fonética de “Murith”, sobrenome documentado desde c. 1535 em Morlon, Gruyères, cantão de Friburgo. A variação gráfica não é invenção arbitrária, mas sintoma de processos migratórios, burocráticos e adaptativos que constituem o próprio núcleo da obra de Alexandre: identidade como sistema instável de traduções.


1. Origem suíça e linhagem do olhar classificatório

A família Murith possui presença arquivística de dezesseis gerações, tendo Claude Murith (ou Glaudio) como figura inicial rastreável. Essa profundidade temporal — quase cinco séculos — atravessa o trabalho do artista não como peso genealógico, mas como consciência expandida da duração.
E, sobretudo, da mutabilidade dos ícones.

Laurent-Joseph Murith (1742–1816), clérigo e botânico, figura central dessa linhagem, não é mero ancestral ilustre. Ele estabelece um protocolo epistêmico que ressoa diretamente na prática de Alexandre: observação meticulosa, mapeamento sistemático, classificação como gesto de conhecimento.

Se Laurent-Joseph classificava flora alpina, Alexandre classifica espécies da imagem — arquivos visuais, gestos históricos, símbolos culturais, dispositivos iconográficos de poder.

Esse deslocamento — da botânica à iconografia — não é ruptura, mas transposição metodológica (Ou, quem sabe, sua subversão): a herança do olhar científico migra para o campo da arte como operação crítica sobre regimes de visibilidade.


2. A travessia atlântica e a primeira mudança de pele

1819–1820: François-Hilarion Murith, pentavô do artista, integra a expedição suíça rumo à colônia de Nova Friburgo. Ele falece em alto-mar antes de alcançar o destino. Sua esposa e filhos desembarcam no Rio de Janeiro e fundam o ramo brasileiro da família.

Segundo Henrique Bon (Imigrantes, 2004), é nesse contexto de adaptação linguística e burocrática que “Murith” se simplifica progressivamente para “Mury”, ajustando-se à fonética e à escrita do português. Essa mutação gráfica não é apenas administrativa ou colonial; ela institui a primeira grande troca de pele simbólica da linhagem.

A morte de François-Hilarion em trânsito — nem mais suíço, ainda não brasileiro — opera como metáfora fundacional do trabalho de Alexandre: identidade como liminaridade, como zona de passagem onde o sujeito nunca está plenamente fixado. Ou, inversamente, está fixado em todos os lugares ao mesmo tempo. 


3. Variações gráficas como fenômeno anterior à imigração

Antes mesmo da travessia atlântica, já circulavam na Suíça grafias como Morrit, Mory, Mury e Mûrit, ainda que o ramo imigrante fosse oficialmente reconhecido como Murith. Essa instabilidade preexistente desautoriza qualquer leitura essencialista do sobrenome.

A variação não é exceção, mas condição estrutural.
E é exatamente aí que ela encontra eco nas performances e reencenações críticas de Alexandre, onde persona, arquivo e história operam como sistemas abertos a reinscrições.


4. O Abade Joseph Murith: arquivista da diáspora

Joseph Murith (Joseph-Léon Murith / Padre Ignace), missionário com atuação no Brasil, China e Japão, assume papel decisivo na consolidação documental da linhagem. Ele revisa, corrige e amplia os levantamentos genealógicos iniciados por Léon Scyboz, documentando o ramo brasileiro até 1970 e explicitando a fixação da grafia “Mury” ( Chronique familiale, Fichier Jean Pharisa).

Joseph não é apenas genealogista: é curador da memória familiar. Organiza, classifica e traduz a história da linhagem entre continentes. Nesse sentido, sua prática antecipa a de Alexandre — ambos operam como arquivistas críticos, que não apenas acumulam dados, mas os reencadeiam e os colocam em tensão.


5. De Murith a Mury: a grafia como metáfora operativa

A passagem Murith → Mury deixa de ser fonética ou administrativa para operar como metáfora viva dos processos de deslocamento, adaptação e reinscrição da identidade no tempo.

Se Laurent-Joseph classificava espécies naturais, Alexandre classifica espécies da imagem.
Se François-Hilarion morre entre dois mundos, Alexandre performa entre identidades.
Se Joseph Murith documenta a diáspora, Alexandre a reencena criticamente.

A variação gráfica do sobrenome — longe de erro ou acidente — torna-se índice material da História como reescrita contínua. A assinatura já não garante origem: ela testemunha travessias — impostas ou escolhidas, pouco importa. O que importa é que ela permanece. 

6. Três tensões produtivas (para expandir ou contestar)

a) Herança científica versus crítica iconográfica

Até que ponto o método classificatório de Laurent-Joseph opera como herança direta ou como espectro a ser subvertido? Classificar imagens não é necessariamente reproduzir lógica botânica — pode ser desmontá-la, ironizá-la, revirá-la.

b) Deslocamento como tragédia versus deslocamento como potência

A morte de François-Hilarion em trânsito pode ser lida como perda fundacional (o sujeito que nunca chega) ou como potência liminar (o sujeito que habita permanentemente a passagem). Ambas as leituras coexistem na obra?

c) Mury como cicatriz versus Mury como escolha

A grafia fixada no Brasil é resultado de adaptação forçada (imposição burocrática, fonética colonial) ou gesto de apropriação criativa (reescrita identitária voluntária)? Essa ambiguidade importa?



Fontes documentais e referências

BON, Henrique. Imigrantes.
Ensaio histórico sobre a migração suíça de 1819 para o Brasil, com documentação detalhada sobre a formação de Nova Friburgo e a adaptação dos sobrenomes no contexto brasileiro.
Editora Imagem Virtual, 2004.
957 páginas.
ISBN: 8588451115
ISBN-13: 9788588451117
Idioma: português.

PHARISA – Fichier Jean Pharisa.
La famille Murith, de Gruyères et de Morlon.
Base genealógica e arquivo histórico da família Murith, organizada a partir da Chronique familiale e dos levantamentos conduzidos pelo Abade Joseph Murith, missionário e genealogista, com registros contínuos desde o século XVI.
Disponível em:
https://www.pharisa.ch/famille_murith.html

Informações complementares e documentos correlatos:
http://www.pharisa.ch/liens_divers.html

  • Trabalhos Selecionados

  • Exposições

  • Biografia 

  • Publicações

  • Educativo

  • Artist Statement

✉  ✆  Contato  Mapa do Site Política de PrivacidadeFrequently Asked Questions

PRÊMIOS E HOMENAGENS

© Estúdio Alexandre Mury · © Alexandre Mury. Todos os direitos reservados.WEBSITE OFICIAL E PORTFÓLIO DE ARTISTA DEDICADO À DIVULGAÇÃO, DOCUMENTAÇÃO E PESQUISA DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA DE ALEXANDRE MURY.
A reprodução total ou parcial de textos, imagens, obras, vídeos, documentos, metadados ou qualquer conteúdo deste site depende de autorização prévia, salvo nos casos de citação, referência, indexação ou uso informativo permitido com atribuição adequada.Para solicitar imagem em alta resolução de obra de autoria de Alexandre Mury para fins educacionais, acadêmicos, curatoriais, editoriais ou institucionais, entre em contato. Algumas imagens, nomes ou referências a obras de outros artistas podem aparecer apenas para fins informativos, críticos, educacionais, documentais ou contextuais.
O conteúdo deste site está em aprimoramento contínuo e poderá ser atualizado a qualquer momento.
Direitos autorais e política de uso:https://www.alexandremury.art/copyright
Facebook
Instagram
YouTube
Twitter
GitHub
Link
Link
Link
Link de acesso à página do artista Alexandre Mury no site ArtFact.



#

Alexandre Mury é um artista brasileiro

Fotografia contemporânea é um termo usado para descrever o trabalho de Mury, que é um multiartista.

Autorretrato: essa é uma das principais áreas de atuação de Mury.

Performance: Alexandre Mury também é conhecido por suas performances.

Identidade: essa é uma das principais temáticas do trabalho de Mury.

Cultura: essa é outra temática importante no trabalho de Mury.

História da arte: Alexandre Mury explora a história da arte em seu trabalho.

Ludicidade: essa é uma característica marcante do trabalho de Mury.

Ironia: Alexandre Mury usa a ironia para explorar temas sérios.

Apropriação: Alexandre Mury usa a apropriação para subverter imagens icônicas.

Autorretrato: Alexandre Mury explora a noção de autorretrato de forma radical.

Narrativa: Alexandre Mury explora as narrativas implícitas nos estereótipos de personagens.

Estilo: Alexandre Mury explora os estereótipos de personagens para questionar os valores culturais.

Corpo: Alexandre Mury usa seu corpo como uma ferramenta artística.

Cindy Sherman: Alexandre Mury é frequentemente comparado a Cindy Sherman, uma artista americana que explora a identidade, a representação e a apropriação.

Cena contemporânea: Alexandre Mury é um artista importante na cena contemporânea brasileira e internacional.

O nome "Mury" se pronuncia "Mu-rí"

Google Sites
Report abuse
Page details
Page updated
Google Sites
Report abuse