A Duquesa Feia | 2011

Detalhes / OBRA DE ARTE


Título: A Duquesa Feia

Criador: Alexandre Mury

Data de criação: 2011

Tipo: fotografia

Meio: C-print (impressão cromogênica)


Período da Arte: Contemporâneo

Movimento/Estilo: Arte Conceitual, Arte Performática

Assunto: autorretrato, releitura, pão, brioche, máscara, mulher velha, plano médio

Obras Relacionadas: "Old Woman" or "The Queen of Tunis" (Uma Velha,A Duquesa Feia), 1513, Quentin Massys

Artistas Relacionados: Quentin Massys



  Palavras-chave

#releitura #tableauvivant #arteconceitual #arteperformatica #artecontemporanea #artebrasileira


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Procedência: Alexandre Mury Coleção Particular / Acervo Pessoal  de Obras de Arte
Direitos: © Alexandre Mury
Performance do artista Alexandre Mury encenando uma releitura da obra de Quentin Massys, Old Woman (The Queen of Tunis) c. 1513.
Fotografia    Autorretrato performático

« S'ils n'ont pas de pain, qu'ils mangent de la brioche ! » 


Esta famosa frase não  foi dita por Maria Antonieta. Em 1783, quando Jean-Jacques Rousseau, em sua autobiografia, afirmou que uma grande princesa ficou conhecida por dizer a frase “Se o povo não tem pão, que coma brioche”. Maria Antonieta, no entanto, só tinha 12 anos quando o livro foi escrito, e só se casaria com Luís XIV três anos depois. É mais provável que Rousseau se referisse a Maria Teresa, princesa da Espanha.


"Toda a arte originalíssima observa a feiúra antes de mais nada."


  Clement Greenberg

Por muito tempo, assumiu-se que Da Vinci havia inspirado Massys, mas hoje a maioria dos estudiosos acredita que foi o contrário. A Cabeça Grotesca de Da Vinci faz parte de uma coleção de desenhos de figuras bizarras que o artista havia estudado. 

O original de Leonardo está perdido; esta é uma cópia, provavelmente feita por um discípulo.

Desenho Autoria atribuída a Francesco Melzi Cópia de Leoonardo Da Vinci 1510-20 Giz vermelho sobre papel (17,2 x 14,3cm) O busto de uma velha grotesca The Royal Collection Trust, Londres, Reino Unido
Royal Collection Trust / © His Majesty King Charles III 2022

Autoria atribuída a Francesco MelziCópia de Leoonardo Da Vinci1510-20Giz vermelho sobre papel (17,2 x 14,3cm)O busto de uma velha grotescaThe Royal Collection Trust, Londres, Reino Unido

Quentin Massys"Old Woman" or "The Queen of Tunis" (Uma Velha,A Duquesa Feia) Óleo sobre madeira, 1513National Gallery, London, UK

Quentin Massys pintou muitos retratos notáveis. Sua tendência a acentuar a expressão individual marca a sua subjetividade. A pintura de Massys pode ter sido influenciada Albrecht Dürer e Hans Holbein.

O conceito de grotesco pode ser percebido como uma relação entre o mundo fantástico e o real capaz de subverter o sentido estabelecido das coisas.

Olhando de uma perspectiva contemporânea, esta pintura icônica abre um amplo leque de assuntos relacionados à representação dos corpos das mulheres e dos outros.


Capa do Livro História da Feiúra de Umberto Eco

História da Feiura

Autor: Umberto Eco

Tradutor: Eliana Aguiar 

Editora ‏: ‎ Record 

1ª edição: 01/07/2014 

Idioma: ‎ Português

Capa comum ‏ : ‎ 456 páginas

ISBN-10: ‎ 8501034711 

Dimensões‏: ‎ 24 x 17.2 x 4.4 cm

Sinopse 

História da Feiura:

UM ENSAIO SOBRE A IDÉIA DE FEIURA DESDE A ANTIGÜIDADE CLÁSSICA ATÉ OS DIAS DE HOJE

Quem ama o feio, bonito lhe parece. Mas a idéia da feiura é muito mais complexa de definir do que a da beleza. O conceito de grotesco foi, ao longo dos séculos, vinculado ao da graça e formosura. O feio, o cruel e o demoníaco são os parâmetros para a existência do belo. Mas nem sempre considerados o seu oposto. Uma história da beleza conta com uma ampla série de testemunhos teóricos capazes, ao mesmo tempo, de delimitar o gosto de determinada época. Já a trajetória da feiura, ao contrário, terá de buscar seus próprios documentos nas representações visuais ou verbais de coisas ou pessoas consideradas feias. Mas gosto se discute? Como mensurar a ausência da perfeição?Com a perspicácia e erudição de sempre, Umberto Eco propõe essas indagações em História da feiura, um ensaio sobre as transformações deste conceito através dos tempos. Depois de registrar, em História da beleza, o curso do belo na civilização ocidental, Eco se volta para a feiura e nos faz refletir: se beleza ou feiura estão nos olhos de quem vê, também é certo lembrar que esse olhar é influenciado pelos padrões culturais de quem observa. Para um ocidental, uma máscara ritual africana pode causar estranhamento, terror, ao passo que para o nativo pode representar uma divindade benévola. Dizer que belo e feio são relativos aos tempos e às culturas não significa, porém, que não se tentou, desde sempre, vê-los como padrões definidos em relação a um modelo estável. Nos quinze capítulos deste livro, Umberto Eco reflete sobre as diversas transformações do conceito de feiura não apenas no mundo das artes, como em diversas áreas do conhecimento, como a filosofia, a teologia, a ciência, a política e a economia. História da feiura não é uma história da arte nem um estudo de estética, mas vale-se de ambos para delinear a idéia de feiura desde a Antigüidade Clássica até os dias de hoje. E assim, tanto os textos antológicos quanto as extraordinárias ilustrações deste livro nos fazem percorrer um surpreendente itinerário, entre pesadelos, terrores e amores de quase três mil anos, onde movimentos de repúdio seguem par e passo com tocantes gestos de compaixão e a rejeição da deformidade se faz acompanhar de êxtases decadentes com as mais sedutoras violações de qualquer cânone clássico. Entre demônios, loucos, inimigos horrendos e presenças perturbantes, entre abismos medonhos e deformidades que esfloram o sublime, entre freaks e mortos vivos, descobre-se uma veia iconográfica vastíssima e muitas vezes insuspeitada.Belissimamente ilustrado, História da feiura é uma apaixonante aventura intelectual e sensorial. Amante das palavras tanto quanto das imagens, Umberto Eco acabou por transformar essa obra sofisticada, e ao mesmo tempo emocionante, num convite sedutor e irresistível a um passeio pelo reino do grotesco. 

Alexandre Mury autografando a publicação da Santa Art Magazine.
Alexandre Mury autografando a publicação da Santa Art Magazine.